9 de jul. de 2012

Encontro do Século - CAP. 205



No capítulo anterior...
Domitília tenta expulsar Beija de sua festa
Beija não se intimida e diz que é convidada de Pedro
O imperador chega e pensa que as duas estão se entendendo
Mais tarde Pedro assedia Benedita e marcam encontro na fazenda
D. João VI morre e Pedro abre mão do trono em favor de sua filha Maria da Glória
Domitília entra no quarto e um capataz a aguarda escondido com uma faca na mão

CAP. 205

Domitília troca de roupas e se prepara para deitar. O capataz aguarda o momento oportuno para atacá-la.

Logo em seguida Pedro adentra o quarto. Ao se abaixar para retirar suas botas, ele percebe outro par de botas sob a cortina. Instintivamente faz um gesto para que Domitília se mantenha quieta. Clima muito tenso.

O Imperador anda pelo quarto, conversa e tenta manter a naturalidade enquanto pensa em como reagir.

Dado momento ele se atira sobre o capataz, arrancando as cortinas. Segue-se intensa luta corporal. Momentos de muita tensão. Domitília se desespera e grita. Pedro toma a faca do adversário e lhe corta a garganta.

DOMITÍLIA (chocada): Esse homem veio aqui para me matar... Não era para você estar aqui... Ele sabia que eu estaria sozinha...
PEDRO: De agora em diante é melhor tomar cuidado. Tem alguém querendo a sua cabeça.
DOMITÍLIA: Mas quem?

Corta para a Quinta da Boa Vista, no quarto dos imperadores.

PEDRO: Estou pensando seriamente em trazer Isabel Maria para ser educada aqui no palácio, junto com as outras crianças. Não faz sentido a menina ser criada sozinha, isolada, já que sua mãe trabalha aqui na Quinta.
LEOPOLDINA: Pedro, não me peça o impossível. Já sou obrigada a tolerar muito mais do que poderia suportar. Mas trazer a filha de Domitília para ser criada junto com os nossos filhos já é um pouco demais.
PEDRO: Isabel é só uma criança, não tem culpa de nada que os adultos fazem...
LEOPOLDINA: O problema não é a criança, é a mãe. Já não basta ter de aturar o seu caso de amor com a Marquesa debaixo do meu nariz? Ainda serei obrigada a criar a filha dela? Francamente, Pedro, está passando de todos os limites!

Na manhã seguinte, na Praia Vermelha, arredores do Pão de Açúcar.

Beija brinca na areia com Pedro Antonio e Tereza Tomázia. Enquanto isso Joana de Deus dorme serenamente nos braços de Flaviana.

BEIJA: Como eu sonhava com isso... Brincar na areia, sujar, molhar... Fico tão feliz de poder proporcionar isso aos meus filhos...
SEVERINA: Ser criança é muito bom, não é, Sinhá? A gente não pensa em nada, não tem compromisso com nada...
BEIJA: Apesar de só conhecer a praia depois de adulta, tive uma infância muito feliz. Meu avô me enchia de carinhos e mimos. E como não havia mais netos, todas as atenções sempre foram pra mim. Não posso me queixar, tive uma infância muito feliz, muito feliz mes/ (corta)

Alguns gritos vindos da água despertam a atenção delas. São gritos desesperados de uma mulher que está se afogando.

BEIJA: Moisés! Josué! Alguém está se afogando! Corram!

Continua amanhã...

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